| |
- 1983 a 1985 Identificação
e cadastramento dos grupos sociais de antigos seringueiros que residiam
nas áreas urbanas dos novos municípios e nas adjacências
dos novos projetos de colonização do INCRA. Com a ajuda
das pessoas identificadas, sobretudo das mais velhas, foi possível
realizar um levantamento histórico da situação
de impacto real sofrido pela população da floresta em
Rondônia, bem como fazer um levantamento preliminar de onde ainda
havia população trabalhando com extrativismo florestal.
- Em 1983 ajudaram a criar
a primeira associação de seringueiros e soldados da borracha
de Rondônia, no município de Ariquemes. Até 1995
foram criadas associações em Jaru, Ji-Paraná, Pimenta
Bueno e Porto Velho.
- Em 1985, trabalharam no
processo de organização e realização do
primeiro encontro de Seringueiros de Rondônia, em Ariquemes, e
organizaram a delegação de Rondônia que participou
em Brasília do primeiro encontro nacional dos seringueiros.
- No período de 1986
a 1988 através do Instituto Estadual de Floresta de Rondônia
participaram da realização de levantamentos sócio-econômicos
e florestais nas áreas ainda florestadas, onde não haviam
chegado os projetos de colonização e o acesso só
era possível por hidrovia, nas localidades de Cautário,
Pedras Negras, Laranjeiras (Vale do Guaporé), Rio Ouro Preto,
Pacaás Novos, Calama e São Carlos (Vale do Madeira/Mamoré),
Tabajara e Machadinho (Vale do Rio Machado).
- De 1989 a 1991 participaram
da organização dos seringueiros no Vale do Guaporé,
quando foram realizados dois grandes encontros de índios e seringueiros
que resultara na criação da Associação de
Seringueiros de Guajará Mirim - ASGM e da Associação
de Seringueiros de Costa Marques - AGUAPË, bem como da criação
da Organização dos Seringueiros de Rondônia - OSR,
que atualmente é a entidade de maior expressão sócio-política
dos seringueiros no estado de Rondônia.
- Nesse contexto, em março
de 1991 criaram o INDIA.
- Em 1992 O INDIA participou
da criação da Associação dos seringueiros
de Machadinho - ASM. Esta associação é a que congrega
o maior número de famílias de seringueiros em Rondônia,
cerca de 126, congrega também o maior número de reservas
extrativistas, 16.
O pessoal do INDIA trabalhou ativamente em Machadinho do ano de 1987
a 1994. Todo processo de organização sócio-político
da população extrativista para conseguirem criar 16 reservas
no meio de um grande projeto de colonização foi muito
grande e exigiu habilidade técnica e intensa articulação
política; nesse empenho contou com a colaboração
do Instituto Estadual de Floresta de Rondônia - IEF, Fundação
Ford e WWF, este último financiou projetos no período
de 1990 a 1994.
- No período de 1993
a 1996 o INDIA realizou os estudos sócio econômicos, fundiário
e de viabilidade jurídica de trinta áreas extrativistas
em Rondônia.
- Em 1996 participou ativamente
de forma técnica e política da criação de
21 reservas extrativistas, inclusive depois de uma exaustiva pesquisa
da viabilidade jurídica, o INDIA elaborou as minutas dos decretos
que criaram as 21 reservas extrativistas estaduais, essa ação
foi em parceria com o ITERON - Instituto de Terras e Colonização
de Rondônia.
Nos anos de 1997 e 1998 o INDIA
teve uma ação restrita de assessoria técnica a projetos
pontuais de desenvolvimento sustentável junto a APRURAM, que é
uma central de 14 associações de pequenos agricultores,
situadas na região do Vale do Guaporé, e a COOPAMNU, cooperativa
que congrega em torno de 200 famílias de pequenos agricultores,
da região central do Estado de Rondônia. A área de
abrangência das duas entidades possui um índice de desmatamento
superior a 80%, portanto uma área de risco no tocante a conservação
dos recursos naturais.
Na construção
de sua trajetória o INDIA tem estabelecido diversas parcerias.
Podemos destacar, por exemplo: a parceria com a PACA - Proteção
Ambiental Cacoalense, organização não governamental
também situada em Rondônia, que trabalha com populações
indígenas e pequenos agricultores. As duas entidades desenvolvem
uma parceria no sentido de fomentar:
a) O estimulo ao desenvolvimento
sustentado com base na ocupação racional, recuperação
e conservação dos ecossistemas da floresta amazônica,
preservando sua biodiversidade;
b) O fortalecimento institucional de associações e cooperativas
desses segmentos sociais;
c) O resgate de costumes, culturas e raízes amazônicas na
nova sociedade de fronteira agrícola do Estado de Rondônia,
na Amazônia brasileira.
|
|